sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

UNFPA Brasil

Grupo discute em Genebra documento-base para Revisão de Durban
Quais foram os avanços no combate à intolerância e ao racismo no mundo nos últimos oito anos? Para responder a essa pergunta, representantes de vários países se reúnem em Genebra, Suíça, de 20 a 24 de abril para a Conferência de Revisão de Durban. Os participantes vão discutir as ações colocadas em prática desde a III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlatas (Durban), realizada em 2001 na África do Sul.

A conferência de Durban foi a terceira conferência mundial sobre o racismo e contou com mais de 16 mil participantes, representando 173 países. Resultou numa Declaração e num Plano de Ação que expressam o compromisso dos Estados em relação aos temas abordados.

Agora, para a Conferência de Revisão em abril, várias diretrizes estão sendo construídas em reuniões preparatórias globais e regionais. Os encontros têm contado com a participação de representantes dos governos, do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas e de organizações da sociedade civil que atuam na proteção dos direitos das vítimas. O objetivo é captar avanços e desafios em relação à discriminação racial, xenofobia, homofobia, lesbofobia, transfobia e intolerâncias correlatas.

Entre 19 e 23 de janeiro deste ano, um grupo de trabalho intergovernamental criado pelo Comitê Preparatório para elaborar o documento-base da Conferência de Revisão, iniciou negociações formais em Genebra. A reunião teve como objetivo construir consensos em relação ao conteúdo e à abordagem dos temas no documento, que ainda não havia sido finalizado devido a impasses e polêmicas nas reuniões preparatórias de 2008.

As negociações formais sobre o documento-base serão realizadas entre 6 e 10 de abril pelo próprio grupo de trabalho. Em seguida, nos dias 15, 16 e 17 de abril, o Comitê Preparatório se reúne novamente, desta vez em um encontro aberto a representantes governamentais, do Sistema ONU, de instituições de direitos humanos e organizações não governamentais.

Saiba mais:

Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial: http://www.onu-brasil.org.br/doc_cs.php

Avaliação de Durban – Genebra 2009
http://avaliacaodurban2009.wordpress.com/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Repassando Informação

Conneb e Fórum Social Mundial 2009

Na próxima semana haverá dois eventos importantes em termos de mobilização dos movimentos sociais, político, estudantil e artístico: 27 de janeiro a 01 de fevereiro acontecerá na cidade de Belém - Pará, o Fórum Social Mundial Amazônia 2009.

Durante os dias 30, 31 de janeiro e 01 de fevereiro acontecerá o CONNEB - Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil. Trata-se de um processo político que começou oficialmente em 2007, mas que tem suas discussões ocorrendo há mais de 10 anos em vários setores do MN.

Seu objetivo final é construir um documento, chamado Projeto Político do Povo Negro para o Brasil, onde serão colocadas as questões da militância negra de todo o país, sobre que nação realmente queremos construir.

Aqueles que estiverem na cidade de Belém para participar das atividades do Fórum Social Mundial e tiver interesse em se inscrever como representantes do estado de MT para o CONNEB, devem entrar em contato com:

CIPRIANO (91) 8869-4601 E-mail: kontakite_preto@yahoo.com.br
BYANY (91) 8222-3830
ESCRITÓRIO OPERATIVO (91) 3223-0325

Esses são os responsáveis pela organização do evento, que irão providenciar alojamento e alimentação durante o CONNEB (30,31 de janeiro e 01 de fevereiro).

Axé!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial 2009

Amazônia é território e protagonista no Fórum Social Mundial 2009
De 27 de janeiro a 1° de fevereiro a cidade de Belém deixa de ser a capital do Pará para se tornar o centro de toda a Pan-Amazônia

A Pan-Amazônia será o território da 9ª edição do Fórum Social Mundial. Durante seis dias, Belém, a capital do Pará, no Brasil, assume o posto de centro de toda a região para abrigar o maior evento altermundista da atualidade que reúne ativistas de mais 150 países em um processo permanente de mobilização, articulação e busca de alternativas por um outro mundo possível, livre da política neoliberal e todas as formas de imperialismo.
Composta por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, além da Guiana Francesa, a Pan-Amazônia é conhecida pela riqueza da maior biodiversidade do planeta e pela força e tradição dos povos e das entidades que constroem um movimento de resistência na perspectiva de um outro modelo de desenvolvimento.

Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil

CONNEB
O Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil é um processo político que começou oficialmente em 2007, mas que tem suas discussões ocorrendo há mais de 10 anos em vários setores do MN. Seu objetivo final é construir um documento, chamado Projeto Político do Povo Negro para o Brasil, onde serão colocadas as questões da militância negra de todo o país, sobre que nação realmente queremos construir.

Originalmente o Conneb é um processo político que envolve negros e negras, não necessariamente organizações negras. No entanto, mais do que naturalmente, as organizações negras vêem atuando para fazer valer o Conneb e, até este momento três assembléias já ocorreram: Rio de Janeiro (Convocaçao), Belo Horizonte (Lançamento) e São Paulo (Discussão de Eixos Temáticos). Mais três ocorrerão, Belém do Pará, Porto Alegre e Salvador.
Informações: www.conneb.org.br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Poesia

MULHER NEGRA
Jorge Vilhaça
I
Do tempo das amas-de-leite,
das senzalas e mucambas,
Aind’há quem te desfeite,
(Do tempo das amas-de-leite)
quem deboche teus enfeites,
e te faça a vida tirana
Do tempo das amas-de-leite
das senzalas e mucambas.

II

Ser mulher e, negra, também ser,
é sentir, em dobro, a dor,
é lutar e sobreviver.
Ser mulher e, negra, também ser,
é por duas sempre valer,
é desdobrar o seu valor
Ser mulher e, negra, também ser,
é sentir, em dobro, a dor.
III
É guardar dentro do peito,
o grito da liberdade,
qual o mais doce confeito.
É guardar dentro do peito,
a esperança dum mundo feito
de paz e igualdade
É guardar dentro do peito,
o grito da liberdade.

IV
É ser sempre a guerreira,
vencendo obstáculos,
e tomando a dianteira.
É ser sempre a guerreira,
e vencer, à sua maneira,
desta vida os percalços
É ser sempre a guerreira,
vencendo obstáculos,

V
Mulher negra, negra mulher,
fica aqui esta homenagem,
de um poetinha qualquer.
Mulher negra, negra mulher,
venha o tempo que vier,
és sinônimo de coragem.
Mulher negra, negra mulher,
fica aqui esta homenagem.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Caros Amigos lança coletânea sobre o negro no Brasil

A Caros Amigos lançou uma série de fascículos sobre a história do negro no Brasil. Com 16 edições quinzenais, Os Negros resgata vários aspectos da vida e da história do povo africano e seus descendentes, com temas que vão do racismo ao futebol. A coletânea começou a ser planejada em abril, um mês após a morte de Sérgio de Souza, fundador da Caros Amigos e idealizador do projeto.

"É mais uma das ricas idéias que herdamos do Sergião. Assim que ele partiu, começamos a tocar o projeto. É uma homenagem para ele", diz Mylton Severiano, editor da publicação.
Severiano adianta que, após o término da série, a Caros Amigos vai lançar uma outra coleção sobre os pintores do Brasil, também idealizada por Sérgio de Souza.
Os Negros conta com a contribuição do escritor e historiador, negro, Joel Rufino dos Santos. Considerada como "essencial" por Severiano, a participação de Rufino vai além da produção de artigos. Ele participou do planejamento e da definição dos temas, e exerce a função de "orientador".
"O Rufino dá o tom, coloca tudo no contexto. Ele é o nosso orientador, não deixa a gente fazer besteira. Sem ele, a gente iria cair em alguns clichês, cometer excessos. É uma presença fundamental", diz Severiano.
O primeiro fascículo, chamado "Resistências e rebeliões I", já está à venda. O segundo número, "O que é racismo", chega às bancas ainda esta semana. Depois, seguem: "As muitas religiões", "Os fazedores", "Resistência e rebeliões II", "Música Popular", "O melhor futebol do mundo", "Música erudita", "As muitas religiões II", "Bravas mulheres", "Os movimentos", "As muitas religiões III", "Arte afrobrasileira", "Resistências e rebeliões III", "Américas negras" e "Quem construiu o Brasil".

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Seduc lança livro didático sobre a História da Cultura Negra

“História da Cultura Negra: quilombos em Mato Grosso” é o título do livro didático elaborado pelos profissionais da Gerência de Diversidade da Secretaria de Estado de Educação, lançado na Semana da Consciência Negra. A obra, com 98 páginas, foi dividida em três capítulos temáticos, mais o glossário e bibliografia. O material voltado para estudantes do Ensino Fundamental serve de apoio aos professores no processo educativo sobre a história do negro e a cultura negra nos quilombos Mato-grossenses.

Segundo a equipe responsável pela obra, o livro foi elaborado para atender todas as áreas de conhecimento, possibilitando o ensino e aprendizagem interdisciplinar, bem como transdisciplinar. A metodologia oferece oportunidade para o desenvolvimento de atividades cognitivas que auxiliem no conhecimento da realidade dos quilombos e as raízes culturais negras Mato-grossenses, esclarecem os organizadores, professores Ângela Maria dos Santos e João Bosco da Silva.

No capítulo de abertura - O Negro na História - os elaboradores reformulam as informações conhecidas sobre a vinda dos negros para o Brasil, origens de cada povo, vivências religiosas, traços característicos da cultura, com imagens mostrando as construções, trajes, danças e costumes de diferentes regiões. O segundo foco destacou Quilombos em Mato Grosso, revelando a história sobre a instalação dos negros nas diferentes áreas que se tornaram quilombos. Finalizando, a terceira abordagem – Cultura Negra e o espaço Quilombola – destaca o jeito de falar: as palavras africanas no português do Brasil, costumes e danças tradicionais nos quilombos.
O secretário de Educação, Ságuas Moraes Sousa, na introdução do livro, destaca a relevância do trabalho em evidenciar a diversidade étnica racial na formação sócio-cultural, econômica e política da brasilidade, geral e no Mato Grosso.

A proposta, segundo ele, visa “uma educação que respeite e dê visibilidade a todas as etnias que contribuíram e contribuem com a formação do nosso Estado”, diz. O livro também conta com a parceria do Governo Federal e FNDE.

ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT

Ipea lança livro sobre desigualdades raciais

Ipea lançou dia 20/11, no Dia da Consciência Negra, o livro "Desigualdades raciais, racismo e políticas públicas 120 anos após a abolição".
O livro apresenta um conjunto de estudos enfocando diversos aspectos da questão racial no Brasil e traz número atualizados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e uma série histórica desde 1890.
Cap 1. Inicia com um enfoque histórico que analisa a formação do mercado de trabalho brasileiro à luz do passado escravista e da transição para o trabalho livre.

Cap 2. Sobre a discriminação racial e a ideologia do branqueamento que ganham força, sobretudo a partir da abolição.

Cap 3. Trata do tema racial tendo em vista as diferentes abordagens do estudo da questão da mobilidade social, proporcionando um rico quadro da trajetória dos estudos sobre o assunto.

Cap 4 e 5. Tratam dos dados mais recentes sobre as desigualdades raciais, extraídos da Pnad: um sobre os aspectos demográficos outro sobre os diferencias de renda.

Cap 6. Analisa as políticas públicas de combate à desigualdade racial no Brasil seus limites e abrangência.

Cap 7. São apresentadas algumas conclusões com base no que foi discutido nos capítulos anteriores.

Autores:
MÁRIO THEODORO (organizador)A formação do mercado de trabalho e a questão racial no Brasil.
LUCIANA JACCOUDO combate ao racismo e à desigualdade racial: o desafio das políticas públicas de promoção da igualdade racial.
RAFAEL OSÓRIODesigualdade racial e mobilidade social no Brasil: um balanço das teorias.
SERGEI SOARESAs desigualdades raciais no Brasil - a trajetória a partir dos dados da Pnad.

CCJ aprova Feriado Nacional de Zumbi

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei nº 4437/ 2007, de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que estabelece no calendário oficial o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a ser comemorado anualmente com feriado em todo o território brasileiro.