sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

II Seminário sobre Intolerância Relgiosa

O Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso convida para participar do II Seminário sobre Intolerância Religosa, dia 27 de fevereiro de 2011 (domingo).
Nieta Costa, Vice-Presidente do IMUNE MT irá ministrar uma palestra sobre "Diáspora Africana".
Programação
08h - Café da manhã0
9h - Início dos diálogos e palestras
12h - Almoço
14h - Continuação dos diálogos e palestras
17h - Encerramento
Local: Casa de Baba Georg de Ode - CPA III Setor 4 Quadra 13 Casa 01Fone: 9974-7712
Axé!

Projeto Expedição ao Território Afroboliviano

Considerando a resolução da ONU que institui "2011 Ano Internacional dos Afrodescendentes", o Instituto de Mulhers Negras de Mato Grosso apoia esta inciativa do Grupo Friedlander Aventuras Fotográficas, que durante um mês, realizará uma expedição para documentar as comunidades afrodescendentes na Bolívia, promovendo um paralelo com a comunidade afrodescendente de Vila Bela da Ss Trindade em Mato Grosso, Brasil.
Visando a sustentabilidade deste importante projeto, dada sua relevância para a cultura e patrimônio imaterial, assim como sua abrangência internacional, o IMUNE MT solicita apoio às Instituições para se tornarem parceiros, investindo recursos para promover e permitir a continuidade da Expedição.
Participe, venha fazer parte deste grupo!
Leia o release da assessoria de imprensa do projeto.
EXPEDIÇÃO Em busca da comunidade Afroboliviana
Através do blog www.projetoparaleloquinze.blogspot.com, será é possível acompanhar todo desenvolvimento do projeto que está, inclusive, aberto a parcerias
Uma paixão pela Bolívia, o conhecimento profundo da Comunidade Negra do Vale do Guaporé, em Mato Grosso, e uma inspiração que brotou das palavras da líder afroboliviana, Marta Inofuentes. Esses foram os ingredientes para o surgimento do Projeto Paralelo 15. Com o objetivo de mostrar um universo até então desconhecido para a maioria dos bolivianos e dos latino-americanos, o Projeto inicia sua primeira etapa amanhã, 25 de fevereiro.

"Queremos ser mais visíveis que nunca, através de nosso Rei, para que o mundo inteiro saiba fora de nossas fronteiras que a Bolívia não é um país somente de indígenas." O clamor de Marta Inofuentes serviu de estopim para que o fotógrafo Mário Friedlander, acreditasse na ideia que já vinha sendo plantada pelo seu amigo Luca Spinoza, jornalista Chileno, radicado na Bolívia. A partir daí, a ideia de apresentar ao mundo a comunidade Afroboliviana, fazendo um paralelo com a comunidade negra que vive no Vale do Guaporé, na divisa com a Bolívia, virou projeto e ganhou a adesão do guia de Ecoturismo e produtor cultural Hélio Caldas.

Friedlander e Caldas, a bordo de um carro fechado com tração 4x4, iniciam a expedição rumo à região dos Yungas, localizada a aproximadamente 90 km a Leste de La Paz, capital boliviana. Em Santa Cruz de La Sierra, Luca Spinoza se junta aos expedicionários.

No primeiro trecho da expedição cultural, na região conhecida como Gran Chiquitania Boliviana, a equipe vai documentar algumas Missões Jesuíticas, transformadas em Patrimônio da Humanidade pela Unesco, também alguns aspectos da vida cotidiana de várias comunidades Chiquitanas localizadas ao longo do trajeto, e aspectos naturais do Bosque Seco Chiquitano, um rico ecossistema existente na Bolívia que começa a ser ameaçado principalmente pelas atividades agropecuárias e madeireiras dos brasileiros que migram para esta região.

A expectativa é que a equipe enfrente alguns entraves burocráticos nas fronteiras, bem como problemas de infraestrura no transporte, pois a Bolívia enfrenta um período de chuvas muito intensas que bloqueiam inúmeras estradas principalmente na região a ser percorrida. Além disso, a Bolívia passa por um momento de agitação política, a exemplo da "Crise do Açúcar".

Apesar das dificuldades, os membros do Projeto Paralelo 15 estão firmes no propósito de dar visibilidade aos Afrobolivianos que vivem na região dos Yungas, e representam cerca de 0,5% da população daquele país. “Vila Bela da Santíssima Trindade (primeira capital de MT) é uma pequena África dentro de Mato Grosso, está no Paralelo 15 e é fronteira com a Bolívia. Essas duas comunidades viveram isoladas por muito tempo e as origens são as mesmas. Então o que a gente pretende também é colocar as duas comunidades em contato”, explicou Friedlander.

Durante aproximadamente 30 dias a equipe vai documentar também os grupos culturais de Afrobolivianos no Carnaval de Oruro, a maior e mais importante manifestação cultural da Bolívia. O trajeto a ser percorrido nesta primeira etapa é de aproximadamente cinco mil quilômetros. No percurso, a equipe vai enfrentar a célebre e perigosa “Estrada da Morte”, uma precária estrada de chão, com alto índice de acidentes, que dá acesso às comunidades negras da Bolívia.

A região dos Yungas está localizada nos vales subtropicais da Bolívia, numa região vizinha dos Andes. A estrada que dá acesso à região é considerada a mais sinuosa da Bolívia e por isso, a mais apreciada pelos turistas estrangeiros.

Esta primeira etapa, segundo Friedlander, servirá de base para o projeto, pois será o momento de estabelecer vínculo com a população e colher informações e registros fotográficos. O projeto prevê ainda mais três etapas, que resultarão em vários produtos finais, a exemplo de livros, exposições fotográficas e elaboração de relatórios.

A República Boliviana – Impressões e sensações

“A Bolívia é o Tibet da América e nós brasileiros a tratamos como os americanos tratam o México”, com essas comparações, o fotógrafo Mário Friedlander definiu a sua admiração pelo país vizinho e a sua decepção pela forma como ele é visto pela maioria da população brasileira.
O fotógrafo lamenta que muitos brasileiros ainda mantenham uma visão preconceituosa em relação à Bolívia. “A espiritualidade, o clima, a altitude da região, é um país maravilhoso, que mantém a sua origem indígena e é muito mais desenvolvido em alguns pontos do que nós brasileiros acreditamos. A população é extremamente politizada. Cada vez que volto à Bolívia eu reforço essa visão”, ressalta.

A paixão pela Bolívia teve início na década de 80, quando Mário Friedlander fez sua primeira viagem ao país vizinho. Das muitas experiências vividas e sensações experimentadas, Friedlander destaca as duas vezes em que percorreu a pé a rota que fará a bordo do veículo 4x4. Também conhecido como “El camino Del Taquesi”, é o caminho pré-colombiano mais preservado da Bolívia.

Além de toda grandiosidade e beleza da rota, que compreende aproximadamente 42 km, nas duas vezes o fotógrafo passou experiências marcantes. “Na primeira vez eu estava sozinho e me deparei com os vigilantes do narcotráfico. Na segunda vez eu tive uma hipotermia porque estava sem roupas adequadas para a neve, só não morri porque meu colega, um europeu que possuía roupas apropriadas me socorreu”, contou. Já em relação ao Vale do Guaporé, Mário fala com ainda mais propriedade. “Passei muitos anos em Vila Bela da Santíssima Trindade e desenvolvi um trabalho muito intenso nessa região”, finalizou. (Com Assessoria)
Para mais informações, acesse: http://projetoparaleloquinze.blogspot.com/
Acompanhe essa aventura!
Facebook: Projeto Paralelo Quinze
Twitter: @paralelo_15

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ONU institui 2011 como "ano dos afrodescendentes"

Afim de combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais dos negros, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes. Eles estão entre os que mais sofrem com discriminação e dificuldade de acesso a serviços básicos, como educação, segundo o órgão.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou, no final do ano passado, a campanha “Por uma infância sem racismo”.A responsável pela campanha e pelo programa de proteção à infância do Unicef, Helena Oliveira, destaca que existem dois níveis de discriminação racial. “O primeiro é aquele conhecido pelos números.
Os dados mostram a disparidade no acesso às políticas publicas. Nesse sentido, o negro acaba com menos direitos do que o branco”, diz.A taxa de analfabetismo entre a população branca de 15 anos ou mais é de 6,1%, enquanto que para os negros e pardos é de 14,1 % – diferença de 131,1%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam no 4º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil, lançado em dezembro no último ano.Entre os que estudaram, considerando a população com 25 anos ou mais, a média de escolaridade da população negra e parda é de 5,8 anos, contra 7,8 anos para a população branca.“Um segundo nível de discriminação é o do cotidiano, que é mais simbólico.
Quando uma criança escuta um comentário racista no espaço escolar, o que foi dito passa a compor a formação dela. Isso pode causar efeitos danosos”, completa Helena.A campanha do Unicef tem o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira para assegurar a igualdade étnico-racial desde a infância. “Quando os pais e professores promovem a interação e o conhecimento sobre o diverso, estão incentivando à igualdade”, ressalta. “A criança que pode estar em diferentes espaços cresce aprendendo a respeitar o outro.”Pior entre mulheres“As discriminações raciais somadas às de gênero são eixos estruturantes das desigualdades sociais no país e América Latina”, afirma a gerente de programas da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia. “As mulheres negras sofrem com a dupla desigualdade.”Segundo a análise de Júnia, o papel tradicional da mulher na sociedade e a forma como os negros foram inseridos no Brasil colocam barreiras para que as negras aproveitem oportunidades educacionais e no mercado de trabalho.
Os dados da Relação Anual de Informação Social (Rais), órgão do Ministério do Trabalho, revelam que as mulheres negras recebem menos que a metade do salário dos homens brancos em trabalhos formais.“Uma das piores formas de inserção é o trabalho doméstico remunerado, por meio do qual as mulheres negras mais participam das atividades econômicas do país. Este tipo de trabalho tem um percentual de formalização muito baixo”, lembra Júnia.
SoluçãoPara garantir equidade racial é necessário investir em ações inclusivas, de acordo com a ONU. “Quando uma parcela da população não está matriculada na escola, as estratégias para buscá-la deverão ser diferentes. São crianças de comunidades quilombolas e indígenas, para as quais a escola não chega”, exemplifica Helena.Na opinião de Júnia, os debates sobre igualdade racial e de gênero tem avançado, embora haja reações contrárias à inclusão. “Há 15 anos não poderíamos vislumbrar esse cenário institucional, mas ainda tem muito trabalho a ser feito, porque é preciso desconstruir o racismo e o sexismo”, conclui.
Mais da metade de população brasileira tem ascendência africana. De acordo com dados do IBGE de 2009, 51,1% dos brasileiros se reconhecem como pretos ou pardos.Com a segunda maior população negra do planeta (e primeira fora do continente africano), a missão do Brasil no ano temático da ONU é “chamar atenção para as persistentes desigualdades que ainda afetam esta parte importante da população brasileira”, segundo um comunicado da instituição.
Fonte: Envolverde/Aprendiz

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Mulheres em Diálogo" discutem políticas de promoção da igualdade racial no mês da Consciência Negra

Jackeline Silva


O mês da Consciência Negra é “o momento” oportuno para o movimento negro reunir-se e promover uma reflexão sobre os avanços das Políticas de Promoção da Igualdade Racial, das Ações Afirmativas e o que vem sendo implementado pelo poder público em Mato Grosso.

O IMUNE MT - Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso realiza um encontro com o objetivo de discutir assuntos de grande importância para as mulheres negras e sociedade. “Obirim Dudu – Mulheres em Diálogo” consiste em um ciclo de palestras sobre: política, avanços sociais, educação, cultura, saúde, auto-estima, violência, religião afro-brasileira, discriminação racial, homofobia, gênero, entre outros.

O evento acontece nessa sexta-feira, dia 27 de novembro de 2009, das 08h às 12h e das 14h às 18h, na Escola Superior de Advocacia – ESA, ao lado da sede da OAB/MT. A entrada é gratuita e as inscrições serão feitas no local.

O IMUNE MT - Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso é uma Organização Social (OS) sem fins lucrativos, tem como missão orientar o processo de crescimento das mulheres negras para sua inserção no cenário econômico, político e social, construindo estratégias para enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação de gênero, desigualdades raciais e sociais.

O evento é realizado em parceria com: Comissão da Diversidade Sexual – CDS OAB/MT; Escola Superior de Advocacia da OAB/MT; Programa Rede Cidadã, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública; Instituto Jaguarité.

Informações: 3623-6229 / 9255-6863 ou no blog: http://imunemt.blogspot.com/

domingo, 22 de novembro de 2009

Divulgalção


Circuito Lusófono: África - Mato Grosso

Mato Grosso entra na Rota do Circuito Cultural dos Paises de Língua Portuguesa


Cuiabá será palco da próxima etapa brasileira do Circuito Cultural Lusófono, nos dias 24 e 25 de novembro no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento está sendo realizado pela associação cultural Etnia,de Portugal em parceria com o Sebrae em Mato Grosso e Governo do Estado através da Secretaria de Estado de Cultura.

Para abrilhantar a chegada do Circuito Cultural Lusófono em Mato Grosso, vamos receber dois dos mais ilustres músicos de Guiné-Bissau (África) Maio Coopé e Kimi Djabaté, e também contamos com uma programação diversificada com palestras e mostra de vídeos dos paises da língua portuguesa e a participação do Grupo de Percussão Ionisation de Cuiabá e Caçula do Pandeiro.

Maio Coopé procurou sempre estar bem próximo da Música Tradicional do seu País, Guiné-Bissau (onde existem 43 etnias diferentes), trabalhando a sua voz junto à percussão e com repertório de canções populares, tornando-se conhecido na Guiné-Bissau e na Europa, onde realizou espetáculos. Com os Gumbezarte, trabalhou a sua música depois de uma extensa pesquisa sobre a cultura musical das várias etnias do seu País.


Kimi Djabaté guitarrista e balafonista, vem atuando junto a Maio Coope no Djumbai Jazz. Esses músicos de origem griot correm-lhes nas veias a música clássica, delicada e contemplativa da cultura milenar e nobre do império mandinga. Tecem virtuosas melodias trazendo consigo toda a carga emocional dos blues dos nômades. Maio Coope, cantor e percussionista e Kimi Djabate balafonista talentoso traz para o público matogrossense a mistura genial do ritmo e dança próprio da cultura ganesa.

Representando Mato Grosso no Circuito Cultural Lusófono teremos o Grupo de Percussão Ionisation e o projeto social do sambista Caçula do Pandeiro.

O Grupo de Percussão Ionisation é liderado pelo percussionista Alex Teixeira, que traz as sutilezas da musica de câmara, trabalhando o repertorio regional, como o rasqueado, entre outras melodias do pantanal com linguagens contemporâneas, adaptando o repertório para instrumentos de percussão numa proposta vanguardista.

O Projeto Cultural Caçula do Pandeiro, coordenado por Josimauro Marcelo da Silva, é um trabalho social importante realizado em Mato Grosso, contemplando mais de 50 crianças, desenvolvido em sete bairros da Baixada Cuiabana. As crianças além de aprender sambar e tocar pandeiro, também recebe aula de cidadania.

O Circuito Cultural Lusófono é um programa que visa promover a divulgação e as trocas culturais e geração de negócios culturais entre países e comunidades de língua portuguesa no mundo. Surge na seqüência de vários projetos de intercâmbio que os seus promotores vêm desenvolvendo nos últimos anos, com a proposta de construir um instrumento eficaz e continuado de garantia de trabalho e de dignificação de criadores e agentes socioculturais lusófonos.


O projeto é coordenado pela Associação Etnia (Portugal) em colaboração com Associação Etnia Cabo Verde (África) e Instituto Cultural Lusófono no Brasil, e com diversos parceiros nos locais e países por onde vem passando nos últimos tempos,
No Brasil, o Circuito está sendo apresentado desde maio de 2009, tendo passado já pelos estados de Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais e Bahia. Em Portugal , foi estreado em Évora em Junho passado e está percorrendo algumas importantes cidades históricas do país, levando artistas brasileiros e africanos.

Mário Alves, presidente da Asssociação Etnia-Cultura e Desenvolvimento, diz que é muito importante a construção de redes e cooperação técnica para a promoção de intercâmbio entre os paises de língua portuguesa, todos eles com grande potencial adormecido e ainda desconhecido no Brasil e entre eles próprios, Esse Circuito tem revelado ser uma grande oportunidade para a circulação da produção artístico/cultural destes países e até mesmo para a geração de negócios culturais, movimentando a economia da cultura dos países lusófonos.


O evento integra linguagens artísticas diversificadas e também atividades de formação e de articulação entre operadores culturais, poder público e outros componentes considerados fundamentais para o fortalecimento progressivo de práticas de cidadania intercultural no espaço da Lusofonia.


A primeira etapa do Circuito Cultural Lusófono em Mato Grosso será realizado no Centro de Eventos do Pantanal, nos dias 24 e 25 de novembro com a participação da Guiné Bissau, Portugal e Brasil.

PROGRAMA

Dia 24 de novembro

Abertura Oficial
Palestra: O Circuito Cultural Lusófono enquanto gerador e dinamizador de parcerias e geração de negócios culturais.
Mário Alves – Associação ETNIAP (Portugal )
Kimi Djabate e Maio Coope - Guiné Bissau (África)
Caçula do Pandeiro
Horário: 19:30
Local: Auditório das Borboletas - Centro de Eventos do Pantanal

Apresentação Musical:
Kimi Djabate e Maio Coope - Guiné Bissau (África)
Horário: 20:30 – 22:00
Local: Auditório das Borboletas - Centro de Eventos do Pantanal

Dia 25 de novembro
Oficina – Percussão tradicional da Guiné-Bissau

Horário: das 08:00 às 12:00
Local: Sala 08 – Piso das Águas - Centro de Eventos do Pantanal
Mestres: Kimi Djabate e Maio Coope

CONFERÊNCIA:
‘Estratégias de Cooperação para o Desenvolvimento interlocal’
Mesa: Mário Alves – Presidente da Associação Etnia (Portugal)

‘Cultura, empreendedorismo, construção de redes e cooperação internacional.’
Carlos Ribeiro – Presidente da Associação ANOP (Portugal), Consultor da União Européia no âmbito da Iniciativa Comunitária Equal.

‘Mercado sem fronteiras’
Marta Torezam – Jornalista, especialista em mercado e Gerente da Unidade de Acesso à Mercado do Sebrae-MT

Horário: 14:00 – 16:00
Local: Auditório das Borboletas – Centro de Eventos do Pantanal

Mesa redonda: Cooperação e Parcerias para o Desenvolvimento Interlocal.
Mediador: Mário Alves – Portugal
Carlos Ribeiro - Portugal

Público Alvo: Gestores públicos
Horário: 16:30 – 17:30
Local: Sala 10 - Centro de Eventos do Pantanal

Projeção de filmes de países de língua portuguesa (em DVD).
Das 14 às 20 horas
Local: Varanda Matogrossense – Centro de Eventos do Pantanal

Palco da diversidade
Horário: 20 às 22 horas
Local: Auditório das Borboletas – Centro de Eventos do Pantanal
Grupo de Percussão Ionisation – UFMT
Kimi Djabate e Maio Coope - Guiné Bissau (África)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Novidades!

O Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso passou a fazer parte do Coletivo de Mulheres Negras. No último final de semana, dias 14 e 15 de novembro de 2009, foi criado em Campo Grande - MS, o "Fórum de Mulheres Negras da Região Centro Oeste - DF, MT, MS, GO".

Dia da Consciência Negra

SALVE ZUMBI!!!

Zumbi dos Palmares nasceu em Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas.


O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (AL). Na época de Zumbi, o Quilombo dos Palmares tinha uma população de trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.


Embora tenha nascido livre, foi capturado aos sete anos de idade e entregue a um padre católico. Ele recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu para o quilombo.


Em 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após uma batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.


Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do Quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as tropas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.


Contratado pelo governo da época, o bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi não se entrega e consegue montar uma outra frente de batalha, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante.
Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.


Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão. Lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no país. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.


Consciência Negra

Comemorado dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra é uma forma de discutir a igualdade racial e os avanços sociais para a população negra no Brasil. A data relembra a morte de Zumbi dos Palmares, que foi um dos principais líderes do Quilombo dos Palmares em Alagoas. A data foi oficializada em janeiro de 2003, quando foi criada a Lei 10.639, que inclui a data no calendário escolar e também, é feriado em alguns estados do país, inclusive Mato Grosso.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Divulgação


II SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA DO IFMT

Lane Costa


A I Semana, ocorrida em 2008, homenageou a professora Cirila da Silva, primeira professora negra da cidade. Agora, homenagearemos o professor Rinaldo Almeida, um dos mais antigos professores da Instituição.

II SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA DO IFMT - Campus Pontes e Lacerda: A idéia da realização do evento surgiu a partir da elaboração de meu projeto de dedicação exclusiva na instituição, articulando com outros colegas que também tinham projetos semelhantes, sobretudo o Prof. Dr. Benjamin Rodrigues Ferreira Filho (Campus Octayde Jorge) e a Profª Ms. Meire Rose dos Anjos Oliveira (Campus Bela Vista).

Pontes e Lacerda está localizada à 70 km de Vila Bela da Santíssima Trintade, primeira capital do estado e, amplamente conhecida pela sua cultura, suas belezas e seu povo, majoritariamente negros e de origem quilombolas.

Estão todos convidados para participar das atividades!


domingo, 8 de novembro de 2009

Mês da Consciência Negra / Cuiabá - MT

Novembro Negro premiará personalidades que dão destaque à cultura afro
Redação 24 Horas News
A cerimônia de entrega terá início com a exibição do curta que conta um trecho da história de luta do Quilombo Mata Cavalo, com relatos dos quilombolas que contam quem foi Macário. As 22h será a vez de Luciana Bonfim presentear o público com o show Tributo a Clara Nunes. As 23h30 começa a festa Kizumba (uma palavra que nasceu da expressão Kizomba, que era também a festa do povo negro que resistiu bravamente à escravidão).


PRÊMIO MACÁRIO
O nome do prêmio é uma homenagem a um valente guerreiro que comandou a luta pelo reconhecimento do quilombo de Mata Cavalo. Ele viria influenciar a luta dos quilombolas no resgate da memória coletiva das famílias, seus símbolos, lutas e práticas cotidianas, no processo de produção e reprodução do patrimônio material e imaterial da comunidade. E na transmissão desses saberes, a memória é considerada relevante para os povos tradicionais na preservação de suas representações, práticas religiosas, técnicas e outras expressões culturais herdadas dos seus antepassados.
Até os dias atuais travam-se lutas pelo reconhecimento do direito as terras herdadas às famílias dos ex-escravos que sofrem com ameaça de despejo e por isso não se desenvolvem, devido à expropriação moral, cultural e física que sofrem ao longo dos anos.


Confira os homenageados:

José Paulo Traven
Jacy Proença
Aurélio Augusto G. da Silva
Cristóvão Ayoulwa
Jeje de Oya
Prof. Cândida Soares Costa (UFMT)
Dep. Vilma Moreira dos Santos
Waldir Bertulio
João Negrão
Mauricio Campos de Almeida
Carlos Pereira do Nascimento (Carlão)
Nezinho
Paulo Henrique L. Borges
Dona Matilde (Flor do Campo)
Tony Shuring (Gaepac)
Sandro Souza
Gervane de Paula
Bia Borel
Ana Moreira
Edinho Cuiabano
Cel. Antônio Benedito de Campos Filho
Dj Taba
Lidiane Barros
Valdomiro de Arruda
Rinaldo Almeida (GRUCON)
Dês. Omar Rodrigues de Almeida
Luiz Augusto dos Santos
Geraldo Kaunda (MIN)
Maria Erotildes (Juíza)
Leonardo Henrique -Tereza de Benguela
Johnny Eversom
Anselmo Parabá
Dj Spinha
Vicente Monge
Luiz Carlos Beleza
Linha Dura (CÚFA)
Dérica Flach Back
João Bosco da Silva
Totti (Rei do Congo)
Justino Astrevo
Luciano Oliveira
André D´LUCA
Mark D´SOUL
Audenir Severino da Costa
Antonio Mulato - Quilombola